28/04/2019

Não guardei o primeiro cartum que fiz, mas lembro da ideia. Refiz e reproduzo acima.

Recordo que foi em 1968 (putz, "a gente quer parar o tempo/mas o tempo não tem parada", como diz Alceu Valença, na embolada). Me inspirei na onda da minissaia que era novidade naquela época.

É um cartum atemporal, pois ainda funciona nos dias de hoje: já pensou um padre desfilando por aí de minibatina?

Eu tinha 17 anos, estava concluindo o curso científico, pra prestar vestibular, e tinha feito um curso de desenho artístico por correspondência (era a internet daquele tempo). Estava vivendo o época confusa de adolescente, que não sabia direito o que fazer da vida. Queria estudar Jornalismo ou Direito, mas também queria ser desenhista de histórias em quadrinhos clássicas. Na época, enviei histórias quadrinizadas para algumas editoras brasileiras, usei as temáticas da época: cowboy, terror, super-herói... Mas nada emplacou. 

Um tio meu, tio Sebastião, tinha uma banca de revistas no centro da cidade. Dura...

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